Bastidores: Sucessão na Assembleia Legislativa

Uma nova disputa começou logo após o encerramento do segundo turno das eleições: quem assumirá a presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2027? O cenário já começa a desenhar possíveis candidaturas, articulações em andamento e a construção de alianças para garantir os votos necessários à eleição da próxima Mesa Diretora.

A sucessão ganhou espaço nas conversas políticas, e o novo governo trabalha para construir uma maioria no Legislativo. O atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, impedido de disputar uma nova reeleição para o cargo, deverá atuar nas articulações e trabalhar para viabilizar o nome de sua preferência.

O cenário dos votos

A base governista elegeu dez deputados estaduais, sendo sete da federação PT/PV/PCdoB e três do PSDB. Para alcançar os 13 votos necessários à maioria simples em uma disputa com 24 parlamentares, o grupo precisará conquistar o apoio de pelo menos mais três deputados eleitos por partidos que estiveram no campo adversário.

Desse outro lado, estão seis deputados da federação União Progressista, um do MDB e sete do PL. Nos bastidores, as apostas apontam que os votos necessários à construção de uma maioria poderão vir justamente de parlamentares da federação União Progressista e do MDB.

Cristiane Dantas  no radar

A deputada Cristiane Dantas é o nome mais citado nos bastidores como possível candidata do grupo governista à presidência da Assembleia.

A eleição, porém, dependerá da capacidade de articulação e dos grupos políticos envolvidos. A matemática da disputa indica que nenhuma força política parece ter, isoladamente, os votos necessários para garantir a presidência. O caminho passa pela construção de uma candidatura capaz de reunir o apoio de um grupo e de parte de outra força política.

Até que as alianças sejam definidas, o cenário permanece aberto. Mais do que a escolha de um nome, a disputa pela presidência da Assembleia será um teste de articulação política para o novo governo e para as lideranças que pretendem manter ou ampliar sua influência no Legislativo estadual.

Foto: Eduardo Maia

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