A investigação do atentado ocorrido em Mossoró, que resultou na morte do assessor parlamentar Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, aponta que o crime teria sido uma retaliação de organização criminosa.
A informação foi confirmada pelo delegado Márcio Lemos, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (19), na Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed), em Natal.
Segundo o delegado, embora todas as hipóteses sigam sendo analisadas, o conjunto de provas reunido até o momento indica que a motivação estaria relacionada à atuação política do vereador no enfrentamento a grupos criminosos.
“O conjunto probatório que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos membros, apontam que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que o vereador combate, então vem em função da atuação política dele de combater essa organização criminosa”, afirmou.
Márcio Lemos acrescentou ainda que os investigados já possuíam histórico de confronto com forças locais de segurança e com grupos rivais, dentro de um contexto de disputa entre facções. Segundo ele, esse cenário contribui para o aumento da criminalidade na região, envolvendo a atuação de organizações como o Comando Vermelho.
“Nós temos o histórico desses indivíduos, que já foram presos. Também agiram em confronto com a equipe local, com a facção local. Esse é o viés que está demonstrando o aumento da criminalidade em Mossoró”, disse o delegado.
