
A governadora Fátima Bezerra articula nos bastidores para que um nome ligado ao PT assuma o Governo do Estado em um eventual mandato tampão. Para isso, no entanto, precisa garantir maioria na Assembleia Legislativa — cenário que, hoje, não estaria consolidado.
Atualmente, a Assembleia encontra-se dividida em três blocos: um alinhado ao governo e dois de oposição. Um dos grupos oposicionistas é ligado ao pré-candidato ao governo Álvaro Dias e ao senador Rogério Marinho; o outro é formado por aliados do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
A estratégia de Fátima passa pela construção de pelo menos 13 votos entre os deputados estaduais, número necessário para assegurar a escolha de um nome de sua confiança em caso de renúncia ao cargo. Caso não consiga formar essa maioria, a governadora deverá recuar e cumprir integralmente o mandato até dezembro.
Se o quadro político na Assembleia não sofrer alterações, o PT tende a apostar na deputada federal Natália Bonavides como candidata ao Senado. Internamente, Natália é vista como o nome mais competitivo da legenda. Em um cenário diferente, o partido pode enfrentar dificuldades significativas nas eleições, tanto na disputa pelo Senado quanto no projeto para o Governo do Estado.
